Conversa Ribeira

Cris Aflalo, uma homenagem à cultura brasileira

Cris_aflalo

Cantora e compositora paulistana, Cris Aflalo, aos 29 anos, mostra-se como uma das grandes revelações da MPB.

Sua estréia em CD dedicou a um projeto audacioso que certamente traz um importante resgate para o cenário cultural brasileiro. Cris Aflalo correu pela vertente da criativa música popular regional em seu disco de estréia intitulado, Só Xerêm.

 Só Xerêm traz à tona todo o legado musical do talentoso artista cearense, Xerêm. Para realizar o projeto, Cris - que é neta do compositor - organizou o acervo de família, que inclui fotos, composições de 1938 a 1969, cartas, fitas cassetes, trabalhos gráficos, livros, revistas e memórias da época de ouro da rádio brasileira. A paixão de Cris pela obra de Xerêm começou nos palcos, em suas apresentações ela sempre incluía alguma composição no repertório, a resposta do publico sempre foi um incentivo.

Ao misturar em seu repertório ritmos como baião, coco, lamento e xote, Cris apresenta sua raiz nordestina, herdada do avô, marcado pela união das tradições do canto popular nordestino com as referências urbanas que recebeu ao longo da vida. 

A carreira de Cris teve início justamente quando ela foi à capital cearense - aos 15 anos - e de forma intuitiva, subiu ao palco para cantar pela primeira vez. Cris já se apresentou nas principais casas da capital paulistana. Foi convidada por Benedito Rui Barbosa a gravar uma música de Xerêm e Joracy Camargo (Mamãe Baiana) para a trilha sonora da novela da Globo, Terra Nostra. Apresentou-se junto a Oswaldinho do Acordeon por diversas vezes, incluindo o projeto Novo Canto em São Paulo e o projeto Cultural Banco do Brasil em Campo Grande.

                                                                                                                        Site Entrecantos                           

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Publicado el 19/08/08 en Música | Enlace permanente | Comentarios (0)

Bonsucesso samba clube


Bonsuceeso_2 BONSUCESSO SAMBA CLUBE


Amigos, queridos, jeitinho caloroso do Nordeste, sonzera de quebrar tudo, alegria e originalidade...

voltem logo pra Sampa meus irmãos!



Crítica do CD "Tem Arte na Barbearia", por Lauro Lisboa Garcia

Dos novos pernambucanos que baixaram nos últimos tempos no Sudeste, o Bonsucesso Samba Clube e o Mombojó guardam semelhanças na linha de frente. Crias da segunda dentição do movimento mangue beat, ambos estão no segundo CD, denotam influências do samba esquema supernovo reimplantado pelo mundo livre s.a., mas caminham pelas próprias pernas.

        E também acabam com aquela mania de "síndrome do segundo disco", a que a mídia recorria em décadas passadas para atormentar os pobres novatos. Independente, Tem Arte na Barbearia é melhor do que o álbum homônimo de estréia, de 2003, que foi co-produzido por eles e os paulistas do Instituto.

        Não é fácil para quem procura rótulos definir o estilo do olindense Bonsucesso. Mesmo misturando porções de gêneros já experimentado por outros - como samba, rock, reggae, dub, drum’n’bass, maracatu, carimbó, coco, etc. - o grupo imprimiu personalidade já no primeiro trabalho. Bom saber que evoluiu nitidamente no atual.

        Menos eletrônico do que o anterior, este mantém a pluralidade e traz melodias mais bem desenhadas e soluções que casam refinamento, simplicidade e eficácia nos arranjos - como o teclado vintage de Seu Nome Era Eu, os efeitos de talking drum em Eu te Encontrei, a guitarrinha da suingada "Téo de Tetê, uma das boas faixas com cara de hit, que no show se potencializa. Com seu jeitão maneiro e fluente de cantar, o vocalista Rogério Homem também manda bem na composição: é autor de todas as faixas, só ou com parceiros.

A maior deficiência de duas gerações para cá é a falta de conteúdo nas letras. E isso o Bonsucesso também consegue driblar melhor agora sem muita pretensão. "Como gosto de pensar/ Achar resposta sem parar/ Não decidir nunca/ Antes de botar à prova/ Toda pergunta/ Cada resposta", diz a letra de Como Gosto. Mesmo com uma produção modesta, o BSC dá o seu recado com competência e criatividade. E é ainda melhor ao vivo.

OUÇA AQUI!

ASSISTA O CLIPE AQUI!


Alegrias para todos!


Publicado el 13/08/08 en Videos | Enlace permanente | Comentarios (0)

clipe de Otto!!!

Hp_otto_1Acredito que Otto foi um dos figuras marcantes que deram impulso ao movimento da fusão dos ritmos brasileiros ao som eletrônico. Nascido no sertão de Pernambuco, foi percussionista da primeira formação da Nação Zumbi e do Mundo Livre S/A.
Lançou seu primeiro trabalho solo em 1998, "Samba pra burro"  e em 2001 "Condom Black".
Foi muito bem recebido pela mídia, que ficou ouriçada com esse loiro de olhos claros e sotaque nordestino que chegava apresentando um som "ousado" e "estimulante", misturando drum´base com maracatu e por aí vai...
Confesso que quando conheci achei um pouco eletrônico demais, mas faz parte da época.
Sua linguagem moderna e visão de mundo contemporânea ficaram bem marcadas no saudoso clipe "Bob", premiado no VMB da MTV Brasil.
Quem é que nunca se pegou cantarolando:
"Ela é o tempo do Bob,
moça bonita de Copacabana..."
  (acho que é isso... mas bem rapidinho! rsrsss)
 
E por acaso alguém sabe por onde é que anda Otto? não me diga que ele casou com a tal atriz, isso já sabemos, mesmo sem querer!
Outro dia meu amigo Fernando Catatau, o "Cidadão instigado" me disse que tava indo pra New York tocar com Otto!
Bom, sei que ele está na Trama e que você encontra as músicas de Otto pra baixar pelo site www.calabashmusic.com.
  Mas, só pra matar as saudades, dá uma espiadinha nesse clipe "Bob"... quem é que não acha genial??!!
  Assita agora!

Publicado el 10/08/08 en Videos | Enlace permanente | Comentarios (0)

A Barca

A_barcasq_3Ola!

Eh com grande alegria que anuncio nosso primeiro assunto aqui no conversa ribeira : o grupo A BARCA.

Quem viu jamais se esquece. Essa eh, sem duvida, a primeira coisa que posso dizer sobre A BARCA: eh uma experiencia inesquecivel! E aposto que muitos de voces dirao a mesma coisa...

A BARCA eh um grupo de amigos que ha mais de seis anos estao engajados numa proposta musical brasileira embasada em estudos, pesquisas e teorias iniciadas pelo modernista Mario de Andrade (o intelectual que mais conheceu e revelou “os Brasis dos brasileiros”).

Composto de nove musicos primorosos, o trabalho do grupo A BARCA sensibiliza o ouvinte/espectador pela beleza dos arranjos, pela musicalidade e direcao cenica fieis as suas origens populares. Atraves de pesquisas in loco (e interacao com as comunidades tradicionais), A BARCA traz ao publico a musica, os cantos, os ritmos, as dancas, as cores, a alegria, as crencas,... enfim, a cultura de nossas comunidades tradicionais. Tudo feito com zelo e refinada qualidade.

Conhecer e experienciar A BARCA eh embarcar numa deliciosa viagem pelo Brasil. Voce simplesmente eh transportado ao imaginario popular brasileiro. Voce se reconhece em suas origens,... voce se arrepia!

No site da Calabash Music voce encontra as musicas do grupo, com muito mais informacoes... ouca aqui

E ainda pode degustar de alguns videos. Confira! assista agora 

Publicado el 07/08/08 en Videos | Enlace permanente | Comentarios (3)

Marlui Miranda, quem nos traz a música indígena

Marlui

A família de Marlui Miranda sempre teve com a música uma relação de prazer. Sua mãe, sem nunca ter estudado ou mesmo tocado violão, foi quem afinou pela primeira vez o instrumento que Marlui havia ganho. Nesta época a família ainda morava em Fortaleza, onde Marlui nasceu em 1949.  Quando tinha 5 anos, mudaram-se para o Rio de Janeiro, a partir de onde o pai, engenheiro, resolveu encarar o desafio de ajudar a construir Brasília. Era 1959.

Marlui começou a estudar violão no ginásio, em meio à efervescência cultural. Já na faculdade de Arquitetura, ela começou a freqüentar as reuniões que traziam à Brasília nomes como Jacob do Bandolim e Victor Assis Brasil. A música instrumental despertou em Marlui o gosto pela composição. O canto ficou escondido pela timidez. Apesar disso, em 68 ela ganhou o 1º prêmio como intérprete e compositora no Festival Estudantil da Universidade de Brasília. Marlui deixou a universidade e foi para o Rio disposta a viver de música.Começou a cantar com Egberto Gismonti e através dele conheceu Taiguara, com quem viajou por todo Brasil fazendo shows como guitarrista do grupo que o acompanhava.

Em meados de da década de 70 Marlui começou a estudar violão clássico com Jodacil Damasceno e Turíbio Santos. Passou a cantar e tocar violão com Jards Macalé e teve uma música sua, "Airecillos" , gravada por Ney Matogrosso no LP " Bandido". Marlui também organizou, junto com o poeta Xico Chaves, o projeto " Circuito Aberto de MPB", realizado no Teatro Gil Vicente, Rio de Janeiro, e reunia novos artistas que tentavam vencer aqueles tempos difíceis de sufoco e censura dos anos 70.

Depois de muitos shows como este, surgiu uma grande oportunidade: Marlui foi convidada pelo amigo Egberto a participar de seu grupo Academia de Danças. Foram mais de dois anos de excursões pelo Brasil, em apresentações onde Marlui cantava e tocava violão, percussão e cavaquinho.

Em 78 fez a sua primeira viagem a Rondônia e , em 79, lançou pela gravadora Continental seu primeiro LP, "Olho D'água". Gravado e mixado em apenas uma semana, o LP foi saudado com grande entusiasmo pela crítica. O ano seguinte foi uma maratona de shows pelo Brasil e um desejo de se aprofundar no conhecimento da música indígena , uma necessidade de pesquisa e reflexão. Em 81, em companhia de seu companheiro, o fotógrafo Marcos Santilli, Marlui
partiu para uma viagem de seis meses pelo rio Guaporé, Mamoré, Pacas Novas e tantos outros, todos em Rondônia, numa cuidadosa pesquisa e documentação de hábitos e músicas de índios e seringueiros, estabelecendo uma relação de objetividade com a natureza do lugar. Observando a relação do homem com aquele meio, Marlui aprendeu na prática a relacionar os fenômenos locais como parte de um todo e passou também a sentir necessidade de preservar o repertório musical daquele povo.

De volta a São Paulo, onde já vivia desde 78, Marlui preparou, gravou e finalmente lançou em 83 o segundo LP "Revivência". Já em esquema independente, contando com sua própria produtora, "Memória Discos e Edições", " Revivência" foi o primeiro resultado deste contato de Marlui com um Brasil geralmente esquecido e entregue à própria sorte.

O segundo resultado das andanças de Marlui e Marcos Santilli foi a produção do LP " Paiter Merewá", com músicas feitas e cantadas pelos índios Suruís, de Rondônia. Esse Lp foi lançado em 85 e antes disso Marlui esteve envolvida na composição das trilhas sonoras dos filmes " Jarí" de Jorge Bodanszki e "Povo da Lua, Povo de Sangue", de Cláudio Andujar. No final de 85 Marlui entrou em estúdio para gravar " Rio Acima ", LP que traz canções que nos remetem mais uma vez a um vasto e desconhecido país chamado Brasil.

Marlui ganhou uma bolsa da John Simon Guggenheim Memorial Foundation para continuar a desenvolver seu projeto de recriação da música indígena da Amazônia Brasileira. Antes de ser um compromisso de trabalho, trata-se da certeza de um prolongamento de prazer e alegria. Afinal, o único compromisso da música de Marlui Miranda é com a qualidade.

Márcio Gaspar
(trechos do encarte do disco "Rio Acima" de Marlui Miranda)

 

           OUÇA AQUI!                                

Publicado el 01/08/08 en Música | Enlace permanente | Comentarios (0)

A primozia de Baden Powell

Baden Baden Powell, sem dúvida uma das maiores pérolas da música brasileira.
Esse talentosíssimo violonista conquistou de vez meu coração com os álbuns "Solitude on guitar" e os famosos e idolatrados "Os Afro-Sambas", parceria com Vinícius de Moraes.
Apresento a vocês uma breve biografia desse gênio e convido todos a ouvirem seus álbuns presentes no site da Calabash Music.
Biografia de Baden Powell:
Nascido em Varre-e-Sai, pequeno município do norte fluminense, logo mudou-se com a família para o Rio de Janeiro. O pai era entusiasta do escotismo, e por isso resolveu batizar o filho com o nome do inglês fundador do movimento. Baden teve aulas de violão desde criança com o famoso violonista Meira, que tocava no rádio com Benedito Lacerda. Também estudou violão clássico durante muitos anos. Na adolescência travou contato com sambistas e foi trabalhar na Rádio Nacional, profissionalizando-se aos 15 anos. Na década de 50 passou a se interessar mais pelo jazz, acompanhando cantores em boates de Copacabana. Por essa época já compunha músicas como "Samba Triste", em parceria com Billy Blanco. Em 1962 conheceu Vinicius de Moraes, que se tornou um de seus parceiros mais constantes. Da parceria Baden/ Vinicius surgiram "Berimbau", "Samba em Prelúdio", "Samba da Bênção" e a série de afro-sambas, que inclui "Canto de Xangô", "Canto de Ossanha" e "Bocoxê". Outro parceiro importante em sua carreira foi Paulo César Pinheiro, com quem compôs "Samba do Perdão", "Quaquaraquaquá", "Aviso aos Navegantes" (todas gravadas por Elis Regina), "Sermão" e "Lapinha", que venceu a I Bienal do Samba em 1969. Sua maneira única de tocar violão — que incorpora elementos virtuosísticos da técnica clássica e suíngue e harmonia populares — explorou de maneira radical os limites do instrumento e o transformou em uma rara estrela nacional da área com trânsito internacional. A partir dos anos 60 tornou-se muito conhecido na Europa e lá gravou vários discos, principalmente na França e na Alemanha, tendo morado nesses dois países. Na década de 90 desenvolveu um trabalho ao lado de seus dois filhos, Philippe e Louis Marcel (ambos nascidos na França), ambos músicos (Philippe é pianista, Louis Marcel, violonista).

OUÇA AQUI!

Abraços Sonoros!!! :)

Publicado el 18/11/06 en Música | Enlace permanente | Comentarios (0)

Cordas sonoras primorosas

A Filosofolia de Marquinho Mendonça

Fotos_do_cd_006 por Daniel Brazil

 Volta e meia vemos jovens músicos talentosos surgirem no cenário musical brasileiro. Mais difícil é vê-los se firmar, com linguagem própria e espaço definido. Naturalmente, poucos começam como solistas. É mais comum vê-los tocando com músicos mais experientes, participando de grupos, tocando em estúdios. Muitas vezes, fazem tudo isso ao mesmo tempo. O salto para o trabalho-solo não é fácil, e o resultado muitas vezes fica aquém do esperado, seja por uma produção apertada, por falta de maturidade artística ou até mesmo por precipitação.

 Considerando tudo isso, é hora de jogar o boné para o alto e aplaudir com entusiasmo Filosofolia, o belo CD de estréia de Marquinho Mendonça. Figura conhecida do circuito independente paulista, o talentoso instrumentista está na estrada há um bom tempo. Estudou guitarra no Musicians Institute, em Los Angeles, mas não voltou americanizado. Pelo contrário! 

Marquinho mergulhou profundamente nos ritmos regionais brasileiros, fundando bandas como a Mafuá, pesquisando com grupos como o Cachuêra! e Cupuaçu e tocando com músicos como Dominguinhos, Elba Ramalho, Alceu Valença, Oswaldinho e Tom Zé, no Brasil e na Europa. Além dos violões e da guitarra elétrica, abraçou também o cavaquinho e o bandolim, pesquisando o choro, o frevo e outros gêneros da rica jazida musical brasileira.

 Seu lado virtuosístico se desenvolveu em trabalhos com vários parceiros, com destaque para a dupla com o excelente Renato Anesi. Também se apresentou com Yamandú Costa e aprendeu alguns truques com Ulisses Rocha. Em estúdio, gravou com inúmeros bambas, veteranos e emergentes. Quando sentiu que era hora, tinha um bom repertório de belezas próprias. 

Para conseguir a sonoridade desejada, Marquinho chamou vários amigos de palco e estrada. E que amigos! Proveta, Toninho Carrasqueira, Naná Vasconcelos, Renato Anesi, Marcos Suzano, Luizinho 7 Cordas, Sizão Machado, Adriano Busko, Carlinhos Antunes, o pessoal da Barca, do Cupuaçu, da Mafuá. Renato Brás abre o disco com duas faixas em vocalise, Tião Carvalho arrepia na toada Dona Tá Reclamando, e Ney Mesquita deixa registrada a sua saideira em Fogueira Acesa/ Pele de Um Tambor. Sem falar dos arranjos de sopros de Laércio de Freitas e de Ademir Araújo, só pra chatear os amadores.

 Marquinho Mendonça constrói um amplo arco de ritmos e sonoridades instrumentais. Tem seresta, tem choro, tem frevo, tem jongo, tem jazz latino, tem samba-jazz com toques de Espanha. E, por incrível que pareça, essa babel musical tem naturalidade e coesão. 

É admirável a beleza melódica das composições, a destreza instrumental, a eufonia dos arranjos. Os momentos em que irrompem, vindos lá do fundo da massa sonora, uma toada maranhense ou um canto ancestral de jongo, tornam a audição um reencontro com o Brasil mais profundo. Fazendo ligações entre o universal e o típico, Filosofolia é um bom exemplo da bela tradição instrumental de nossa terra, com vários momentos emocionantes.

OUÇA AQUI!


Publicado el 11/10/06 en Música | Enlace permanente | Comentarios (0)

Banda brasileira de Mantras

Amoremextase_menor_1 Tive o prazer de conhecer o grupo Nada Prem esse ano, numa apresentação que eles fizeram no espaço Luzeiro, em São Paulo. Os integrantes da banda são todos discípulos do mestre espiritual Sri Prem Baba, um Guru espiritual brasileiro que pertence a uma linhagem Indiana  (tive a sorte e a alegria de conhecer!).
Durante o show, me esqueci do tempo, do espaço... fui levada para outra dimensão! Uma dimensão de alegria, paz, devoção... incrível ver todo o público se contagiando com aquele puro amor, cantando, fechando os olhos, sorrindo, dançando com tanta ternura.
Nada Prem é um pedacinho da India no Brasil, o coração. Sou muito grata a eles!
O  grupo Nada Prem tem uma missão muito especial.

Tomadageralmenor2_1 Mantras são cânticos sagrados vindos do oriente que tem o poder de acionar sentimentos contidos em cada ser humano. Esses sentimentos, quando liberados, são capazes de trazer à tona forças transformadoras de perseverança, serenidade, paz e alegria.
A banda faz uma releitura desses mantras, dando a eles uma cara mais brasileira e ocidental, mais fácil de ser assimilada pela nossa cultura.

O grupo, que é formado por 9 integrantes, tem como característica principal o cuidado com os arranjos instrumentais e vocais, fazendo uma musica agradável a todos os ouvidos.

A banda Nada Prem tem como principal objetivo levar a mensagem de Amor através da música. Para saber mais: www.nadaprem.com.br.

“Repeti sempre um mantra na mente e isso manterá a distância as palavras sem sentido, conversa sem assunto. Falai somente quando a fala for essencial e a tenhais-vos àquilo que seja necessário. Falai docemente, sem reservas ou decepções”.

                                                                    Sathya Sai Baba

Ouçam e cantem a beleza desse som primordial de Amor divino. E sejam felizes! Krishna_1

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Desejos de Luz!

            Morena-flor

Publicado el 06/10/06 en Música | Enlace permanente | Comentarios (1)

Brasil alto-astral

Essa seleção musical tem como tema o otimismo e a alegria dos brasileiros. São músicas que refletem o dom brasileiro de cultivar o alto-astral acima de tudo. Viva!

Pessoal, digam aí: o que é que nos faz ser feliz? Qual é a receita do alto-astral brasileiro? Deixe aqui o seu comentário, dê a sua opinião dizendo o que é que faz o brasileiro ter essa alegria singela! Valeu!

beijinhos da morena-flor

Publicado el 20/09/06 en Música | Enlace permanente | Comentarios (3)

Carnaval Multicultural do Recife: popular, democrático e grandioso

Rua_6 por AD Luna - http://interdependencia.blogspot.com

"Existem pessoas, certamente apenas dentre as que nunca vieram ao Carnaval de Pernambuco, que ainda não sabem da novidade, mas ali já se tem o maior carnaval do país"- Jornalista Luís Nassif (Folha de São Paulo, 05/03/2003)

Popular, democrático, multicultural e grandioso. Essas são algumas das palavras que podem ser atribuídas ao Carnaval Multicultural do Recife. Durante cinco dias de folia (a festa sempre começa na sexta e termina na terça-feira), mais de 200 atrações locais, nacionais e internacionais tocam pelos vários pólos armados por toda a capital pernambucana. Ira! (SP), Fellini (SP), Nação Zumbi (PE), Mudhoney (EUA), Zeca Baleiro (MA), Paulinho da Viola (RJ), Alceu Valença (PE), Lenine (PE), DJ Patife (SP), Fernanda Porto (SP), Naná Vasconcelos (PE), Cordel do Fogo Encantado (PE) são algumas das estrelas que por lá sempre tocam ou que já mostraram sua arte para o sempre receptivo povo recifense. Sem falar nos desfiles de 232 agremiações carnavalescas, 20 escolas de samba e centenas de blocos espontâneos que são criados anualmente por populares.

O ritmo do frevo, do maracatu, dos caboclinhos, do afoxé, da ciranda, do samba, do manguebit, do rock e da música eletrônica toma conta de toda cidade. São mais de 40 focos de animação espalhados pelo centro (que abriga oito pólos) e por bairros do Recife. E, vale destacar, tudo inteiramente grátis: a população não precisa comprar abadás, ser dividida por cordões de isolamento ou pagar para se acomodar em arquibancadas para brincar na festa de momo.

No Recife, o tradicional e o contemporâneo convivem pacificamente. Assim, caso você não conheça in loco a festa pernambucana, não se espante se encontrar pessoas portando sua inseparável sombrinha de frevo, curtindo o som do manguebit, do pop ou de batidas eletrônicas no festival RecBeat; ou algum cabeludo vestido de preto, com camiseta do Metallica, numa roda de ciranda. No Recife, esse tipo de promiscuidade cultural é comum.

Nesse vídeo, divirta-se com o Carnaval de Recife e veja trecho de apresentação de Lia de Itamaracá:  clique aqui!

Produção e reportagem: AD Luna
Câmera: Daniel Seda
Edição: Gabriel Ceturion
      

Publicado el 19/09/06 en Videos | Enlace permanente | Comentarios (1)

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